Arquivo de abril, 2013

Entrevista realizada no dia: 15 de Março de 2013

Entrevistadora: Laura Reis – Aluna do Centro Universitário UNA

Entrevistado: Cezar Augusto S. Oliveira (Cezinha) – Integrante do Moto Clube Carpe Diem – SP

Cezinha- Integrante do Moto Clube Carpe Diem, São Paulo.

Laura: Para começar a esclarecer sobre a tribo escolhida deve-se em primeiro lugar definir qual termo usar para aos adeptos por motos: MOTOQUEIROS ou MOTOCICLISTAS?

Cezinha: Bom, vamos dar início: tribo tem índio kkkkk… Calma! A grosseria foi só para te deixar tensa.Dizemos que motoqueiro é quem entrega a pizza e motociclista é quem a come! Esta é a resposta menos educada. A mais civilizada, é que motociclista é aquele que respeita as leis, o próximo, a moto, etc.. Motoqueiro é o maloqueiro. E é importante frisar que não é a cilindrada da moto que defini isso, pois temos vários motoboys que são muito mais motociclistas que muitos caras com motos grandes.

Laura: E a partir daí começar a adentrar no subtema definido, que é sobre os aficionados por Harley Davidson e responder as seguintes indagações: Por que essa marca e não outra?

Cezinha: Nada temos de objeção a outras marcas, eu mesmo possuo Suzuki, Yamaha e já tive Bmw. Ocorre que a HD é especial.

Laura: O que há de especial na Harley Davidson?

Cezinha: (Terminei a resposta anterior daquela forma de propósito rs). Não há uma explicação racional para justificar o que ela tem de especial. Harley é uma religião, ela não gera fãs, gera aficionados, amantes, adoradores. Talvez pelo ronco inconfundível, talvez pela mídia, talvez pelo marketing agressivo, enfim, não adianta procurar a raíz. Harley é Harley e ponto final.

Laura: Qual o comportamento dos aficionados por HD?

Cezinha: Tem basicamente dois tipos: O “modinha”, comprou a HD porque é moda, porque seus amigos tem ou porque quer pagar de bad boy. Estes gastam tubos de dinheiro com cuecas, meias, toalhas de rosto, enfim, toda e qualquer “quinquilharia” que tenha o logo HD. O Harleyro ou Harlista, este é o cara q gosta da moto, tem tb algumas quinquilharias, mas não é fresco, usa a moto para rodar, não é “coxinha”. Um termo muito usado para aqueles primeiros que, daqui (São Paulo capital) a Campos do Jordão, levam carretinha.

Laura: E no geral, esses grupos realizam algo em prol da sociedade? Representam alguma importância para a mesma?

Cezinha: Sim. Uma das colunas de todo grupo de motociclistas, independente da bandeira, é a filantropia. Com certeza, ajudam sobremaneira várias instituições.

CEZINHA, OBRIGADA PELA ENTREVISTA !!!